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O poeta sonhador

Sonha, poeta sonhador.

Não porque ignores
as dores do mundo,

mas porque sabes
que nenhum tempo sombrio
é eterno.

Lá fora,
há desertos feitos
de intolerância,
de rivalidades
e de silenciosas decepções.

Caminha com cuidado.

Há terrenos
onde o ódio floresce
com mais facilidade
do que a esperança.

Ainda assim,

sonha.

Porque alguém precisará
recolher as cores
que este tempo insiste em perder.

Alguém precisará
inventar novos horizontes
quando todos enxergarem
apenas ruínas.

Pinta, então,

com delicadeza,

com coragem,

com espanto,

a tela deste tempo
que tantos acreditam
irremediavelmente cinzento.

Pois é justamente
quando o mundo perde as cores

que o poeta
se torna necessário.

Ecos

Este poema ressoa neste ensaio.

O poeta sonhador

Uma reflexão sobre o papel da imaginação como uma das forças mais profundamente humanas.

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